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July 9th, 2008

Já tinha dado por encerrado, no post anterior, a série de respostas à questão do filme predileto, quando chegaram por e-mail mais dois depoimentos saborosos. Também fui cobrado, pelo Rodrigo Pereira, a dar o meu (depoimento, que fique bem claro!). Confesso que, no meio de tantas feras que aqui expressaram suas opiniões, achei que a minha era desnecessária. Mas tentarei escrever algo… Antes, confiram as respostas de dois ilustres cidadões:

Provavelmente o filme que causou maior impacto em mim foi SANTA SANGRE, de Jodorowski. Estava naquela fase, saindo da adolescência, que achava que sabia tudo, tinha visto tudo, que não tinha mais nada para descobrir. Vi no escuro, sem saber nada sobre ele ou sobre seu diretor - consegui numa daquelas trocas que você não tem nada prá escolher da outra parte e acaba pegando o que acha bonito de nome (que porra será “Santa Sangre”? parece divertido)… e fiquei PASMO com o colorido, aquela alternância de climas, aquela doideira, aquela história que quebrava todas as regras que eu conhecia sobre estrutura de roteiro, aquele monte de pessoas esquisitas, anões, elefantes, palhaços… e ainda por cima era um barato. Junto com O MANÍACO DO OLHO BRANCO, de Donald Cammel, feito um pouco antes, é a mais original fita de serial killers da história do cinema. Trata-se de uma das mais potentes experiências que o cinema pode proporcionar.

Carlos Thomaz Albornoz (Olhar Elétrico)

TUBARÃO - acho que foi o primeiro filme que assisiti onde vi membros mutilados e muito sangue. Fez-me grudar no sofá e sentir realmente medo. Não lembro quantos anos tinha, mas quando fui dormir tive medo que um tubarão viesse me pegar na minha cama enquanto dormisse!!! No dia seguinte esvaziei meu aquário!!!

Ricardo Matsukawa (Bakemon)

Quando enviei a pergunta sobre o filme preferido a uma série de amigos(as), fui enfático na regra de escolher apenas um título. Mas é aquela história, exigir dos outros é fácil, agora se fizessem essa pergunta pra mim, eu não saberia responder. Ficaria numa dúvida mortal entre TRÊS HOMENS EM CONFLITO e MEU ÓDIO SERÁ SUA HERANÇA. Infelizmente não me lembro qual dos dois assisti primeiro, e ambos me marcaram muito. Faroeste foi o primeiro gênero que me interessou. Quando aprendi a ler, devorava velhas hq’s da saudosa Editora Vecchi que tinham em casa (Tex, Chet, Zagor, Ken Parker). Com menos de nove anos já tinha assistido uma penca de westerns, inclusive RASTROS DE ÓDIO, que é outro que adoro. Depois, quando comecei a treinar capoeira aos 10 anos, me apaixonei pelo cinema de artes marciais. Não vou mentir, meu primeiro ídolo foi o Van Damme! Só depois conheci Bruce Lee e Jackie Chan e descobri que o Van Damme era fichinha perto deles. Dentro do gênero não me restam dúvidas: DRUNKEN MASTER 2 é o meu preferido. Mais tarde, no início da adolescência, descobri o horror. Fiquei vidrado pelo gore e pelo extremo depois de assistir uma sessão dupla com FOME ANIMAL e O VINGADOR TÓXICO. Posteriormente conheci Romero e os italianos Bava, Fulci e Argento (a trindade sagrada). Daí pirei de vez. Hoje em dia sou bem eclético e os cineastas autorais são os que mais me interessam, independente do gênero. Mas voltando a pergunta, já que é pra escolher um só, e já que estou nessa dúvida danada entre Leone e Peckinpah, vou com um outro título que também ajudou a pavimentar em definitivo minha desvairada cinefilia: FERVURA MÁXIMA, de John Woo. Lembro-me como se fosse hoje de minha ida à locadora para alugar aquele policial chinês estrelado por um tal de Chow Yun Fat. Talvez tenha sido a primeira vez que notei a parte técnica do cinema e o que é uma direção, afinal, quando se é leigo (e eu ainda era, totalmente), pensamos que o ápice de um filme é a a história e os atores, o que é simplesmente ridículo de se imaginar. A sequência em que Tony Leung mata o colega policial por acidente, e o duelo entre Yun Fat e Philip Kwok em meio aos enfermos no hospital, nunca mais saíram da minha mente (entre tantas outras cenas memoráveis e grandiosas de tiroteios tão bem coreografados quanto as danças de CANTANDO NA CHUVA). Fiquei com muita vontade de estudar cinema depois de ver esse filme. Pena que depois comecei a trabalhar e abandonei os estudos, não podendo levar esse plano adiante.

Heráclito Maia

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July 8th, 2008

Encerrando a série “Qual o seu filme preferido?”, mais dois depoimentos:

Dentro do meu estilo favorito de cinema (Artes Marciais), um dos filmes que mais me marcou foi MYSTERY OF CHESS BOXING. Até então eu tinha uma visão muito fechada a respeito do gênero, me prendia muito ao clichê Bruce Lee-Jackie Chan (Jet Li nunca foi minha praia) e graças a esse filme eu consegui me desprender da influência dessa “dupla dinâmica”. Não que hoje eu os odeie, muito pelo contrário, mas eu aprendi a ver além. Descobri Li Yi Min, umas das figuras mais simpáticas dos filmes de kung fu. Descobri Jack Long e seus movimentos perfeitos. Descobri Ghost Face Killer, o melhor vilão de cabelos brancos de todos os tempos. A partir daí eu descobri muitos outros também, essa foi a minha “iniciação” propriamente dita no maravilhoso mundo da Velha Escola do Kung Fu e seus artistas supremos.

Aline S.F. (Hong Kong Old School)

HELLRAISER - RENASCIDO DO INFERNO: Me lembro quando vi pela primeira vez no vídeo cassete, aquelas correntes vindas do inferno e rasgando o cara todo, principalmente no rosto, o Pinhead sendo talvez o único homem vivo que pode usar uma saia e ninguém, absolutamente ninguém, vai zoar ele… a questão da luxúria como pecado e o sadomasoquismo como punição infernal… Lindo e inesquecível!

Jonas André Costa

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July 5th, 2008

Acabam de chegar mais duas respostas a questão “Qual o seu filme preferido?”:

SEI DONNE PER L’ASSASSINO (aka Blood and Black Lace), por ter incluído o termo “giallo” em meu vocabulário e ter me apresentado a um cinema com uso de cores e atmosfera inigualáveis, muitas vezes feito com orçamentos e prazos tão absurdos quanto seus roteiros; e por ter aberto meus olhos para o cinema de gênero italiano como um todo.
Rogério Ferraz (A Sala Proibida)

CANTANDO NA CHUVA me anestesiou, porque se mostrou muito maior do que a reprisadíssima seqüência de Gene Kelly botando o título do filme em prática. Porque tinha Donald O’Connor cantando a música-tema do programa do Bozo. Porque tinha as pernas de Cyd Charisse. Porque pela primeira vez percebi que o cinema podia falar de cinema (e descobri o que depois aprenderia tratar-se de “metalinguagem”). Porque Gene Kelly e Donald O’Connor juntos me lembravam os cômicos pioneiros que eu tanto amava (Laurel, Hardy, Keaton, Abbott, Costello e os “doutores Howard, Fine e Howard”). Só que eram coloridos, cantavam e dançavam. Sem falar na sequência em que Gene Kelly é escalado como dublê numa fita de caubói. Precisa mais? Em FOOTLOOSE, FLASHDANCE, DIRTY DANCING e atrocidades afins, qualquer um dança. Errou um passo? Corta, muda o ângulo, emenda e vamos em frente. Nos grandes musicais da Metro, com a câmera estática, não havia tolerância ao erro. Cada passo errado significava recomeçar toda a coreografia, desde o começo, com dezenas de bailarinos envolvidos. Daí porque as coreografias de CANTANDO NA CHUVA me deixam tão tenso quanto um duelo num western de Leone (ou melhor, quanto o tempo que antecede os duelos num western de Leone). Eu, que dançava mal até nos bailinhos adolescentes, senti vontade de sair sapateando pelas ruas da cidade. Não o fiz quando vi o filme pela primeira vez, mas cada revisão me traz de volta a mesma vontade. Cinema, afinal, é isso. Precisa tirá-lo do eixo. Preciso suspender a realidade ao seu redor. O musical de Stanley Donen e Gene Kelly me fez perceber isso. E me ganhou para sempre. Um dia ainda hei de sapatear na chuva, só eu e meu guarda-chuva.
Rodrigo Pereira

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July 4th, 2008

Chegaram mais duas respostas a questão: “Qual o seu filme preferido, e porque?”.

Embora existam dezenas de filmes de ação asiáticos que eu poderia citar como o meu predileto (afinal, o “meu predileto” parece que muda toda semana…), o filme de kung fu que mais me marcou foi PUNHOS DE SERPENTE (Snake in the Eagle’s Shadow). Desde muito cedo eu já gostava dos filmes de kung fu que passavam na TV, mas depois que assisti esse filme na casa do meu tio em 1982 ou 83, num VHS gravado da TV japonesa, decidi que o meu gênero favorito definitivamente era filme de kung fu. As lutas eram muito criativas, e o humor inocente tinha tudo pra agradar a criança de 6 ou 7 anos que eu era na época. E todas as semanas eu voltava na casa desse meu tio pra ver outros filmes de Jackie Chan que tinham passado na TV japonesa, dublados em japonês. Por causa disso, durante um bom tempo eu achava que Jackie Chan era japonês!
Takeo Maruyama (Asian Fury)

Meu filme favorito é ERA UMA VEZ NO OESTE. Não posso dizer que marcou minha infância porque nunca consegui vê-lo por inteiro na TV aberta. Foi na época em que estava revendo vários spaghetti-westerns em VHS que decidi dar nova chance ao filme. Eu já sabia de cor e salteado toda abertura e a seqüência do resgate no trem. Mas ver o filme do começo ao fim foi algo sem descrição. Diante de meus olhos estava a elegia final de todo um gênero. Um faroeste para acabar com todos os faroestes. Leone matou o faroeste com ERA UMA VEZ NO OESTE, e Sam Peckinpah o ressuscitou um ano depois com MEU ÓDIO SERÁ SUA HERANÇA. É verdade que se trata de uma obra-prima torta. Os diversos cortes impostos ao filme o deixaram com uma narrativa confusa, apesar de aparente simplicidade da história. Acompanhar sua trama é como ler um velho livro com algumas páginas faltando, e mesmo que certas passagens pareçam estranhas, a ordem dos fatores não altera o resultado. As pessoas poderiam ter parado de produzir faroestes depois 1968. É duro mas sou obrigado a reconhecer isso. A trilha de Morricone e a beleza de Claudia Cardinale seriam algumas das lembranças que os saudosos (e viúvos) fãs do estilo levariam em seus corações. A chegada da ferrovia, a morte do personagem de Cheyenne e o bom moço Henry Fonda agora personificando um dos grandes vilões do cinema, são sinais claros da mensagem do filme. O faroeste estava com os dias contados. Os cineastas americanos não eram capazes de achar uma cura para ele. Sergio Leone então preparou o melhor e mais belo funeral que fosse possível criar. Ele refez toda a trajetória de mestres como John Ford, Nicholas Ray e Joseph Lewis. Usou a cara de granito de Charles Bronson para fazer o maior close que o mundo já tinha visto. No final jogou a pá de cal. A civilização havia enfim chegado, e o velho oeste estava morto.
Mas graças a Peckinpah, ele ressuscitou no terceiro dia.
Leandro Caraça (Viver e Morrer no Cinema)

Pesquisa

July 3rd, 2008

Leone e Kubrick disputam a preferência dos cinéfilos

Fiz a mesma pergunta para um grupo de amigos: “Qual o seu filme preferido, e porque?”. Confiram as respostas:

Meu filme preferido é INTENDENTE SANSHO, de Kenji Mizoguchi, porque me fez decidir estudar e fazer cinema.
Carlos Reichenbach (Reduto do Comodoro)

UN JEU BRUTAL, de Jean-Claude Brisseau. E porque? Seu epílogo. O olhar de uma força que sozinha parece capaz de reproduzir o equilíbrio cósmico do sistema solar.
Bruno Andrade (Signo do Dragão)

O meu filme predileto é SLUMBER PARTY MASSACRE 2. O motivo é muito simples: ele foi o grande responsável por eu me interessar em filmes de horror e cinema extremo. Lembro-me como se fosse ontem eu assistindo SLUMBER PARTY MASSACRE 2 pela primeira vez no extinto programa Cine Trash, do mestre José Mojica Marins. Suas cenas célebres não saíram nunca mais da minha cabeça, como a do guitarrista que perfurava as mulheres nuas com a sua guitarra brocadora. Do ponto de vista técnico, é muito ruim. Mas não deixa de ser o meu predileto. E fiquei extremamente feliz por tê-lo encontrado ano passado, depois de mais de 10 anos de tê-lo assistido pela primeira vez.
Yúri Koch (Necrofilmes)

ERA UMA VEZ NA AMÉRICA: porque transforma a oposição entre o close e o plano geral no próprio tema do filme: filme intimista X épico, questões pessoais X história social. Quando me dei conta disso o cinema mudou para mim.
Milton do Prado (Olho de Hochelaga)

TRÊS HOMENS EM CONFLITO. Lembro tê-lo assistido por volta de 1984/1985 em Ribeirão Preto na casa de uns primos fãs do gênero também, na época tinha meus 8 ou 9 anos…
Rinaldo Oliveira

TRÊS HOMENS EM CONFLITO - Quando eu o vi pela primeira vez aos meus 10 anos, numa fita VHS gravada pelo meu pai para mim do Corujão com aquela dublagem antológica da Herbert Richers (até hoje não resisto e boto o áudio dublado em algumas cenas quando o revejo todo santo ano em DVD, hehe), eu também soube pela primeira vez o que era um filmaço. TRÊS HOMENS EM CONFLITO não é o meu filme favorito, é o filme de minha vida. Até hoje eu devo usá-lo inconscientemente como parâmetro para julgar outros filmes, nos quesitos de direção, roteiro, atuações, música, fotografia, direção de arte e principalmente… entretenimento. Essa obra-prima de Sergio Leone, além de ser um grande filme, é muuuuito divertido.
Osvaldo Neto (Vá e Veja)

O meu predileto é E.T. do Steven Spielberg, porque foi o filme que me levou pela primeira vez ao cinema quando eu tinha 4 anos de idade. Me marcou muito.
Jamile Calissi (Tudo Vintage, ou Não)

2001 - UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO, de Stanley Kubrick. Porque foi a maior experiência cinematográfica que já tive até hoje dentro de uma sala de cinema. O filme é até hoje muito perturbador para mim em seus mistérios e belezas.
Marcelo Carrard (Mondo Paura)

2001 - UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO. Porque o filme é hipnotizador, arrepiante, assustador, instigante, porque abarca milhões de anos para descrever a evolução da humanidade, porque Kubrick entrou em sintonia com uma época de evoluções científicas, antecipando a ida do homem à lua, porque ao final da sessão, das duas vezes que o vi, na telinha e outra na telona, eu fiquei sem palavras, sem ter o que dizer diante daquela viagem que descrevi. E mesmo sem entender por completo, eu tinha certeza, no momento em que o vi, que seria o meu filme favorito por muito e muito tempo.
Ailton Monteiro (Diário de um Cinéfilo)

A FELICIDADE NÃO SE COMPRA, a mensagem é universal, atemporal e claro, linda.
Lunático

SEM MEDO DE VIVER (Fearless), porque é um filme que lida com temas que muito me atraem e é um dos filmes que queria ter feito.
Renato Doho (RD B-Side)

MEU ÓDIO SERÁ SUA HERANÇA. Esse filme teve um impacto desconcertante na minha forma de compreender o cinema. Foi o começo da minha descida aos infernos cinematográficos e de minha afeição pelos “malditos”.
Cesar Almeida (B Movies)

Quando o Heráclito me mandou essa questão, vários filmes passaram pela minha cabeça, e na verdade é difícil escolher um só, pois são vários. Mas o meu escolhido é o DESPERTAR DOS MORTOS (Dawn of the Dead) do grande George A. Romero. Quando mais jovem sempre atacava as prateleiras de filmes de horror da locadora e um dia eu e o Heráclito alugamos uns seis filmes, todos de horror, lembro que a mulher que nos atendeu ficou até espantada. Pegamos a trilogia dos mortos do Romero, A Morte do Demônio, Sociedade dos Amigos do Diabo e a Vingança de Jennifer. Lembro que assistimos todos em sequência e o DESPERTAR DOS MORTOS ficou na minha cabeça como o melhor filme de zumbis já feito. Ao fazer uma revisão de um determinado filme, sempre achamos novos detalhes que enriquecem ou empobrecem a obra. No caso do DESPERTAR DOS MORTOS, sempre que assisto o filme cresce. Ainda mais agora que consegui uma versão super completa que chega a duas horas e meia de filme, um verdadeiro épico. Acho esse filme perfeito, desde sua construção, roteiro, direção, fotografia, diálogos, narrativa… tudo!
Otávio Pereira (Cine Italia)

Por essa eu não esperava!

June 30th, 2008

Tarantino quer atriz pornô em seu novo filme

O diretor Quentin Tarantino está desesperado para contratar a atriz pornô Tera Patrick para atuar em seu novo filme, informou o Contact Music.

Tarantino prepara a refilmagem de “Faster, Pussycat, Kill! Kill!”, do cineasta Russ Meyer, lançado em 1965, e não abre mão de Tera no papel de uma das três stripers protagonistas.

“Quentin ama Tera, e ela é uma cópia exata da estrela original, Tura Satana”, disse uma pessoa próxima ao diretor.

A parceria deve acontecer, já que Tera Patrick afirmou que adoraria trabalhar com Tarantino. “Será o melhor remake de todos os tempos e me sinto muito honrada por ter sido escolhida”, disse ela.

“Faster, Pussycat, Kill! Kill!” conta a história de três stripers que comandam uma viagem diabólica pelo deserto.

Fonte: Terra

Review do “Faster, Pussycat, Kill! Kill!” já publicado no Viscera: Clique aqui!

Mais Tera Patrick no Viscera: Parte 1 e parte 2.

Rapidinhas!

June 30th, 2008

Recebi do brother Takeo Maruyama o box triplo japonês do SUKIYAKI WESTERN DJANGO, de Takashi Miike. O primeiro disco traz o filme em widescreen anamórfico e opções de áudio em inglês e japonês, ambos DTS e 5.1. Os discos 2 e 3 são só de extras, incluindo making of, cenas deletadas, efeitos especiais, premiere, etc. Completa a caixinha um livreto contendo o storyboard completo do filme. Simplesmente animal!

No mesmo pacote do Takeo veio também: CHOK DEE - THE KICKBOXER, filme francês de Muay-Thai; O MESTRE DAS ARMAS (Fearless) versão uncut; LUTAR OU MORRER (Fist of Legend) com legendas em português; e o inacreditável KUNG FU VS YOGA! (vejam cenas do filme no Youtube).

Confiram o trailer do BLACK DYNAMITE no Youtube, produção de 2008 que recria com perfeição o clima dos blaxploitations dos anos 70. Desde já um dos filmes mais esperados do ano pra mim. (Dica roubada do blog Quixotando).

Mais três spaghetti-westerns em DVD: CAÇADOR DE FUGITIVOS (Mi chiamavano Requiescat… ma avevano sbagliato), de Mario Bianchi, é uma cópia do VHS lançado anteriormente, em fullscreen e dublado em português. Mantenham distância! TEMPO DE MASSACRE (Le Colt cantarono la morte e fu… tempo di massacro), de Lucio Fulci, já saiu pela Cine-Art em widescreen e áudio italiano. Provavelmente a nova cópia é igual. SHANGO - VIVO OU MORTO (Shango, la pistola infallibile), de Edoardo Mulargia, é um dos filmes mais originais da carreira do nosso Anthony Steffen. Ao que tudo indica é cópia do DVD do Franco Cleef, com excelente qualidade de imagem. Agradecimentos ao Rinaldo pelas dicas!

GOTHIC, de Ken Russel e AS NOIVAS DO VAMPIRO, de Terence Fisher, são outras duas boas novidades em DVD.

Assisti A DESCONHECIDA (La Sconosciuta), de Giuseppe Tornatore, e achei muito bom! Drama intenso e visceral. No início parece um quebra-cabeças, mas a medida em que as peças vão se encaixando, dá vontade de voltar e assistir tudo novamente. A história dialoga, de certa forma, com SENHORES DO CRIME, de David Cronenberg. O final fez o Carlão Reichenbach chorar, e comigo não foi muito diferente… Sim, os brutos também amam!!!

Filmes de maio e junho

June 30th, 2008

Cotações para os filmes assistidos em maio e junho:

- CHOCOLATE, de Prachya Pinkaew ***
- OPERAÇÃO FRONTEIRA, de Isaac Florentine **
- THE FORBIDDEN KINGDOM, de Rob Minkoff ***
- FINISHING THE GAME, de Justin Lin ***
- THE OXFORD MURDERS, de Alex de la Iglesia ***
- CONTATO FATAL, de Dennis Law ***
- BE KIND REWIND, de Michel Gondry ***
- SENTENÇA DE MORTE, de James Wan ***
- GRITOS MORTAIS, de James Wan **
- DOIS ANJOS DA PESADA, de Enzo Barboni ****
- A DESCONHECIDA, de Giuseppe Tornatore ****

Cotações:
* Péssimo
** Fraco
*** Bom
**** Excelente
***** Obra-Prima

Melisa - Parte 1

June 30th, 2008

Atriz pornô da República Tcheca, também conhecida como Carrie Du Four, Krissy, Alma e Elis.

Melisa - Parte 2

June 30th, 2008